Personalidades

O cientista brasileiro Augusto Ruschi durante entrevista ao jornal Folha de S.Paulo em sua casa, no Museu Mello Leitão, em Santa Teresa, município situado a 80 km ao norte de Vitória, capital do Espírito Santo. Ruschi, estudioso dos beija-flores e responsável pela preservação da mata atlântica no Espírito Santo, está lutando contra as conseqüências de várias doenças, entre elas um possível envenenamento causado pela peçonha de um sapo amazônico que apanhou na serra do Navio, no Território do Amapá. (Santa Teresa, ES, 16.01.1986. Foto de Rogério Carneiro/Folhapress)Nascido em 12 de dezembro de 1915, desde criança, Augusto Ruschi, já demonstrava  interesse pelo meio ambiente e movido pela curiosidade sobre as flores que seu pai cultivava, adquiriu o hábito de observar e coletar plantas e animais.

Foi professor da UFRJ e pesquisador do Museu Nacional. Através de suas pesquisas deixou grande coleção de fotografias e produziu inúmeros desenhos científicos. Ajudou na implantação de reservas ecológicas como o Parque Nacional do Caparaó, e criou duas instituições científicas: o Museu de Biologia Professor Mello Leitão e a Estação de Biologia Marinha Ruschi.

Ao longo de sua vida, identificou, registrou e catalogou centenas de espécies de plantas e animais, notabilizando-se, sobretudo, por seus estudos com orquídeas e beija-flores. Defensor atuante e notório do meio ambiente, foi também pioneiro no combate ao desmatamento da Amazônia, dentre outros problemas ambientais contemporâneos.

Faleceu em 03 de junho de 1986 e foi sepultado no dia 05 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, na Estação Biológica de Santa Lúcia. Sua notável contribuição para o ambientalismo e para as ciências, pode ser expressa em suas ações e em seus 20 livros científicos e mais de 400 artigos. Sua imagem estampou a nota de 500 Cruzados Novos. Em 1994, foi-lhe concedido o título de Patrono da Ecologia no Brasil.


virginiaVirgínia Tamanini nasceu em 1897, em Santa Teresa, na fazenda Boa Vista, no Vale de Canaã.

Ainda muito jovem, escreveu um romance, o folhetim “Amor sem Mácula”, publicado em capítulos semanais no jornal “O Comércio”, de Santa Leopoldina, usando o pseudônimo de Walkyria.

Escritora, poetisa, roteirista e pintora, escreveu, dentre um vasto acervo, o romance KARINA, publicado em 1964, descrevendo a vinda e a vida dos imigrantes italianos. Em 1980, o Museu Degli Usi e Costumi Della Gente Trentina, traduziu e lança KARINA na Itália.

Através da Lei  Nº 2.621/15, foi homenageada dando nome à Galeria Cultural em Santa Teresa.


fontana484535José de Anchieta Fontana, nasceu em Santa Teresa, em 31 de dezembro de 1940 e foi jogador de futebol atuando na posição de zagueiro.

Conquistou os seguintes títulos: Campeonato Capixaba (Rio Branco) em 1959 e 1962; Taça Guanabara (Vasco da Gama) em 1965 e 1967; Campeonato Mineiro (Cruzeiro) em 1969 e 1972. Foi convocado para a disputa da Copa do Mundo de 1970, no México, sagrando-se campeão do mundo pelo Brasil. Encerrou a carreira em 1972. Oito anos mais tarde, durante uma partida de futebol entre amigos, Fontana sofreu um ataque cardíaco e morreu, aos 39 anos.

 


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Celina Rodrigues, nasceu em São João de Petrópolis – Santa Teresa, em 1918. Pintora, teve papel de destaque no período de surgimento do modernismo pictórico.

Reconhecida como a “pintora do vale”, teve diversas obras inspiradas nas paisagens do Vale do Canaã. Com mais de 4.000 trabalhos, Celina foi uma das responsáveis pelo enriquecimento artístico e iconográfico do Espírito Santo. Faleceu no ano de 1999.